Volkswagen Touran: Problemas conhecidos e pontos fracos
7 problemas documentados
Conheça os problemas mais comuns do Volkswagen Touran e como resolvê-los. Este guia reúne falhas recorrentes de motor, câmbio DSG, suspensão, sistema elétrico e emissões, com sintomas e soluções práticas para proprietários no Brasil.
Falha do DSG DQ200 de 7 marchas com embreagem a seco (mecatrônica e conjunto de embreagem)
AltoOs Tourans equipados com o DSG de 7 marchas usam o câmbio DQ200 de dupla embreagem a seco (códigos 0AM/0CW). Dois modos de falha recorrentes o afetam: os conjuntos de embreagem a seco se desgastam prematuramente (muitas vezes entre 60.000 e 100.000 km no uso urbano de muito anda-e-para) e a unidade de controle mecatrônica sofre falhas elétricas/hidráulicas. O corpo de válvulas mecatrônico do 0AM tem um reservatório acumulador de parede fina que pode trincar e perder a alta pressão, além de um problema com o óleo sintético, em que o óleo do câmbio podia se tornar condutivo e causar curto na eletrônica de controle. Os sintomas vão de trocas bruscas até a perda total e repentina da tração. A VW emitiu um recall global pelo problema de perda de tração/óleo.
Sintomas: Trocas de marcha bruscas, ásperas ou hesitantes · Hesitação ao sair de cruzamentos · Não engata a marcha à ré ou a 6ª/7ª marcha · Luzes de alerta / mensagem de falha do câmbio no painel · Perda total e repentina da tração · Câmbio entrando em modo de emergência (limp mode)
Solução: Substitua ou recondicione a unidade mecatrônica (ou repare o corpo de válvulas) e/ou instale um novo conjunto de embreagem. Para a falha coberta pelo recall, a solução da concessionária foi uma atualização de software e a troca do óleo do câmbio pela especificação corrigida. A revisão regular do DSG (óleo e filtro, aproximadamente a cada 60.000 km) reduz as falhas de embreagem e da mecatrônica.
Alongamento da corrente de comando e falha do tensionador no 1.4 TSI
AltoOs motores 1.4 TSI a gasolina de primeira geração (códigos de motor BMY, CAVA, CAXA e relacionados) usam corrente de comando com um tensionador subdimensionado/mal projetado. O tensionador perde pressão de óleo na partida a frio e não consegue manter a corrente tensionada, permitindo que ela se alongue e que as engrenagens (sprockets) se desgastem. Em casos graves, a corrente pula dentes, a sincronização do comando se altera, e as válvulas batem nos pistões, destruindo o motor. O sinal de alerta característico é um ruído metálico de corrente nos primeiros 3 a 5 segundos após a partida a frio, que desaparece à medida que a pressão de óleo se estabiliza.
Sintomas: Ruído metálico vindo do motor por alguns segundos na partida a frio · Ruído que desaparece quando o motor esquenta · Falha de combustão ou funcionamento irregular do motor · Perda de potência / desempenho fraco · Luz de injeção acesa com falhas de correlação entre comando e virabrequim
Solução: Substitua a corrente de comando, o tensionador e as guias pelas peças atualizadas (pós-2012), com tensionador mais longo/reforçado, antes que a corrente pule. Se detectado cedo, é um serviço de kit de corrente; se a corrente já pulou, é necessária uma retífica do cabeçote ou do motor completo. Trocas de óleo frequentes com a viscosidade correta e não forçar o motor em rotação baixa ajudam a retardar o problema.
Infiltração de água no assoalho por dreno do plenum/teto solar entupido causando falhas elétricas
MédioA água se acumula no assoalho dianteiro (e na região da coluna A nos carros com teto solar panorâmico) quando os drenos da caixa de ar/plenum, na frente do para-brisa, ficam entupidos com folhas e detritos, quando a vedação de espuma do filtro de pólen se deteriora, ou quando os canais de drenagem do teto solar panorâmico entopem. A água então transborda e escorre para dentro do habitáculo. Além do carpete molhado, a água atinge os conectores elétricos do assoalho e da coluna A, corroendo os terminais e gerando falhas — a HELLA documenta os códigos de falha do estágio de potência do aquecedor auxiliar 148B/148C e a corrosão dos conectores como consequência direta.
Sintomas: Assoalho dianteiro molhado ou úmido / carpete encharcado · Cheiro de mofo ou umidade dentro do veículo · Embaçamento na parte interna do para-brisa · Falhas elétricas intermitentes e mensagens de alerta · Falha do aquecedor auxiliar / luz de injeção acesa · Conectores corroídos no assoalho ou na coluna A
Solução: Desobstrua os drenos do plenum/caixa de ar e os canais de drenagem do teto solar panorâmico (jogue água para confirmar o escoamento e limpe com uma escova de dreno). Substitua a vedação de espuma deteriorada do filtro de pólen, selando com massa de vedação não endurecível. Seque o carpete e a manta acústica, depois repare ou substitua os conectores corroídos e apague a memória de falhas.
Falha da válvula EGR no 1.6 / 2.0 TDI (EA189), agravada pelo ajuste de emissões do Dieselgate
MédioOs diesels TDI da família EA189 (1.6 e 2.0 TDI) sofrem falhas frequentes da válvula EGR por acúmulo de carbono/fuligem que trava a válvula. O problema ficou nitidamente pior após a atualização de software de emissões do Dieselgate, que faz o sistema EGR trabalhar mais e foi amplamente associada a falhas prematuras da EGR. Os proprietários relatam o travamento da válvula e o motor entrando em modo de emergência, com orçamentos em torno de R$ 9.000 a R$ 10.000 para a substituição. Em muitos casos, a Volkswagen reembolsou os proprietários por falhas de EGR ocorridas após a atualização de emissões.
Sintomas: Luz de injeção / gerenciamento do motor acesa · Perda de potência e modo de emergência (limp mode) · Marcha lenta irregular e hesitação · Aumento da fumaça do escapamento · Maior consumo de combustível
Solução: Limpe ou substitua a válvula EGR (e o resfriador da EGR, se estiver obstruído). Quando a falha ocorreu após o ajuste de emissões, o proprietário deve cobrar da VW/concessionária um reparo ou reembolso gratuito, pois a VW reembolsou muitos casos assim. Rodar regularmente em percursos mais longos e fazer uma boa limpeza da EGR retardam a reincidência.
1.5 TSI EVO: trancos, hesitação e morte do motor
MédioOs Tourans de segunda geração (a partir de abril de 2019) equipados com o motor 1.5 TSI EVO a gasolina, geralmente com DSG, apresentam uma falha de dirigibilidade bem documentada. O carro dá trancos sob aceleração leve, fica lento ou morre ao subir ladeiras, hesita ao sair de cruzamentos e pode ser difícil de dar nova partida. O problema está ligado à calibração de mistura pobre/desativação de cilindros do motor EVO e ao mapeamento do DSG. O Honest John registra isso como um problema em aberto, sem solução completa por parte da Volkswagen, embora a VW tenha lançado atualizações de software que melhoraram (mas não eliminaram totalmente) muitos casos.
Sintomas: Trancos sob aceleração suave · Hesitação ao sair de cruzamentos · Lentidão ou morte do motor ao subir ladeiras · Resposta de acelerador brusca em baixa velocidade · Dificuldade para dar nova partida após o motor morrer
Solução: Aplique a atualização de software mais recente de motor/câmbio em uma concessionária, que melhora os trancos e a hesitação em baixa velocidade na maioria dos carros. Casos persistentes podem exigir adaptação do DSG/verificação da mecatrônica. Não existe uma solução universalmente eficaz, então faça um test-drive minucioso e registre as reclamações enquanto o carro estiver na garantia.
Entupimento do filtro de partículas (DPF) nos modelos TDI
MédioOs diesels TDI do Touran equipados com DPF são propensos ao entupimento do filtro com fuligem e cinzas, principalmente em carros usados em trajetos curtos e de baixa velocidade, que nunca atingem a temperatura necessária para a regeneração. As cinzas costumam se acumular a níveis problemáticos por volta de 130.000 a 160.000 km. Um DPF entupido aciona a luz de alerta e o modo de emergência; o problema é muitas vezes agravado por velas aquecedoras (glow plugs) com defeito ou por falhas de software que impedem a regeneração ativa bem-sucedida (códigos de falha como 07388 / P2463).
Sintomas: Luz de alerta do DPF / emissões do escapamento · Luz das velas aquecedoras piscando · Perda de potência e modo de emergência (limp mode) · Regenerações frequentes malsucedidas · Maior consumo de combustível e cheiro de diesel não queimado
Solução: Tente uma regeneração forçada/ativa por meio de um trajeto longo em rodovia ou de uma regeneração iniciada pela concessionária. Se o filtro estiver muito entupido, a limpeza química (fora do carro) custa em torno de R$ 1.800 a R$ 3.000; um DPF novo fica acima de R$ 6.000. Resolva primeiro as falhas que contribuem para o problema (velas aquecedoras, EGR, atualização de software para o código 07388/P2463). Trajetos longos regulares evitam a reincidência.
Desgaste dos bieletas da barra estabilizadora dianteira e ruídos na suspensão
BaixoAs bieletas da barra estabilizadora dianteira do Touran se desgastam relativamente cedo, produzindo ruído de batida, ronco ou estalo ao passar por buracos e pisos irregulares. Por ser uma minivan pesada, a suspensão dianteira sofre muita carga, e os dados de inspeção do HonestJohn mostram Tourans mais antigos reprovando em índices bem acima da média em componentes de suspensão e barra estabilizadora (por exemplo, cerca de 14% de reprovação em suspensão e ~8% em barra estabilizadora nos carros de 2011). Bieletas e buchas gastas são a causa mais comum.
Sintomas: Batida ou estalo ao passar por buracos · Ronco em estradas ruins · Direção com sensação vaga ou com folga em pisos irregulares · Desgaste irregular dos pneus · Apontamento ou reprovação na inspeção por barra estabilizadora / suspensão
Solução: Substitua as bieletas da barra estabilizadora dianteira (serviço rápido e barato, que exige remover a roda e soltar algumas porcas). Inspecione e, se estiverem gastas, troque também as buchas da barra estabilizadora e as buchas da bandeja inferior na mesma ocasião. As molas da suspensão também são item de desgaste comum em carros com alta quilometragem.
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