Renault · Problemas conhecidos

Renault Kwid: problemas conhecidos e pontos fracos

6 problemas documentados

O Renault Kwid brasileiro acumula dois problemas graves de segurança: a quebra do suporte da coluna de direção nos carros fabricados até 2019, que pode derrubar o volante no colo do motorista, e as trincas no suporte do eixo traseiro que motivaram um recall em 2025 para as unidades 2021-2023. Os primeiros exemplares também foram alvo de recall de fábrica por trincas em componentes dos freios e risco de perfuração da tubulação de combustível. Entre as queixas crônicas do dia a dia estão a embreagem pesada e com rangido acompanhada de marcha à ré arranhando, o ar-condicionado que para de gelar por vazamento em mangueira e a trepidação dos freios nos discos sólidos pré-facelift.

Quebra do suporte da coluna de direção

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Um dos defeitos crônicos mais graves e mais relatados nos primeiros Kwid vendidos no mercado brasileiro. O suporte que sustenta a coluna de direção elétrica pode trincar e quebrar durante a condução normal e, em casos extremos, deixar o volante cair no colo do motorista, com perda de controle do veículo. Veículos de imprensa brasileiros (Vrum, Grupo Sentinela, Mundo do Automóvel) documentam inúmeros relatos de proprietários, concentrados em carros fabricados até 2019, e destacam que, apesar do volume de reclamações, a Renault nunca convocou um recall. Orçamentos de concessionárias relatados por donos variavam de cerca de R$ 3.000 a R$ 5.800 pela substituição completa do conjunto da coluna de direção elétrica, e vários proprietários só conseguiram o reparo em cortesia depois de tornar o caso público.

Sintomas: Estalos ou batidas vindos da coluna de direção · Folga excessiva no volante · Volante cai de repente em direção ao colo do motorista · Fragmentos de metal caindo no assoalho do lado do motorista · Perda de controle da direção com o carro em movimento

Solução: Mande inspecionar o suporte da coluna de direção imediatamente ao primeiro sinal de folga, estalo ou ruído vindo da coluna — trata-se de um item de segurança de condução. O conserto é a substituição do suporte da coluna ou, na maioria dos casos documentados, do conjunto completo da coluna de direção elétrica. Proprietários de carros 2017-2019 tiveram sucesso parcial em obter cobertura em cortesia da Renault do Brasil mesmo fora da garantia, registrando reclamações no atendimento ao cliente da Renault e no Procon/Reclame Aqui; documente o defeito com fotos antes do reparo.

Custo do reparo: $550–$1,150

Trincas no suporte do eixo traseiro — recall de segurança de 2025 (produção 2021-2023)

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Em junho de 2025, a Renault do Brasil convocou um recall dos Kwid fabricados entre 5 de maio de 2021 e 12 de junho de 2023 (chassis J000006 a J986154) porque o suporte do eixo traseiro pode sofrer impactos em condições específicas de rodagem e desenvolver fissuras, alterando as características originais de dirigibilidade do veículo. Em casos extremos, o suporte pode se romper, aumentando o risco de acidente com ferimentos aos ocupantes e a terceiros. A imprensa brasileira (Terra, Metrópoles, Autos Segredos) noticiou a campanha, que também abrangeu algumas unidades do Duster, e destacou que ela veio após uma investigação aprofundada com testes locais — um desfecho coerente com as antigas queixas de proprietários sobre a fragilidade da suspensão traseira no piso irregular das vias brasileiras.

Sintomas: Batidas ou rangidos na suspensão traseira ao passar por buracos e lombadas · Traseira do veículo parece instável ou sai de linha · Trincas visíveis nos pontos de fixação do eixo traseiro · Desgaste irregular dos pneus traseiros · Mudança perceptível na dirigibilidade ou no comportamento da suspensão

Solução: Consulte o número do chassi no portal de recalls da Renault do Brasil (www.renault.com.br) ou ligue para 0800 055 5615 e agende o serviço gratuito do recall, iniciado em 5 de junho de 2025. A concessionária inspeciona o suporte do eixo traseiro e substitui componentes conforme necessário; o serviço leva de 30 minutos a até 8 horas, dependendo da necessidade de substituição. Enquanto o recall não for realizado, mande inspecionar os pontos de fixação do eixo traseiro se ouvir batidas vindas da traseira ou notar mudanças no comportamento do carro.

Recall da época do lançamento: trincas em componentes dos freios e perfuração da tubulação de combustível

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Em novembro de 2017, a Renault do Brasil convocou um recall de 21.802 Kwid produzidos entre 1º de março de 2016 e 2 de novembro de 2017 (chassis HJ524902 a JJ999218) por dois defeitos anunciados em conjunto. Primeiro, componentes do sistema de freios podiam desenvolver trincas, com possibilidade de ineficiência de frenagem ou travamento das rodas e perda de controle direcional. Segundo, o tubo de alimentação de combustível tinha trajeto/posicionamento incorreto e podia sofrer atrito e perfurar, vazando combustível no compartimento do motor, com risco de incêndio. Um recall relacionado, em janeiro de 2018, abrangeu um lote de carros produzidos em setembro de 2017 cujas soldas do berço do motor (agregado) podiam se romper por defeito de fornecedor. Todas as campanhas estão listadas na página oficial de recalls da Renault do Brasil.

Sintomas: Pedal de freio macio ou que afunda · Eficiência de frenagem reduzida · Travamento das rodas ao frear · Cheiro de combustível vindo do cofre do motor · Vazamento de combustível visível sob o capô

Solução: Confira o número do chassi no recall (portal de recalls da Renault do Brasil ou 0800 055 5615) e faça o serviço gratuitamente em uma concessionária Renault: inspeção e substituição dos componentes dos freios (até 1 dia) e inspeção/reposicionamento ou substituição do tubo de combustível (cerca de 1 hora). Na compra de qualquer Kwid usado 2017-2018, confirme se o recall foi realizado — recalls pendentes continuam sendo feitos sem custo.

Embreagem pesada e com rangido e marcha à ré arranhando

Médio

A embreagem acionada por cabo do Kwid é uma queixa crônica em todos os anos-modelo no Brasil: o pedal fica pesado e duro, range alto ao ser pressionado (donos comparam o barulho a uma dobradiça velha ou a um som de trombeta ao dar ré) e a marcha à ré arranha ou se recusa a engatar. As causas documentadas são o cabo de embreagem que perde a lubrificação e trava, o garfo de acionamento que se deforma e as molas do diafragma do platô que enfraquecem — vários proprietários relatam sintomas com menos de 5.000 km, e a imprensa local (Diarinho) cobriu um caso em que a concessionária classificou o ruído como 'normal'. O Vrum documenta ainda um número menor de falhas de câmbio mais graves, em que a primeira, a segunda ou a ré param de engatar por completo, algumas poucos meses após a compra.

Sintomas: Pedal de embreagem pesado ou duro · Rangido ou chiado alto ao pisar na embreagem · Barulho de arranhado ao engatar a marcha à ré · Dificuldade para engatar a ré ou a primeira marcha · Ruído semelhante a uma trombeta ao dar marcha à ré

Solução: Lubrificar o cabo de embreagem antigo silencia o rangido por apenas alguns dias — a solução duradoura documentada é substituir o kit de embreagem (disco, platô e rolamento) junto com um cabo de embreagem novo e verificar se o garfo de acionamento está deformado. Para a ré dura de engatar, pise fundo na embreagem e aguarde um instante (ou passe antes por uma marcha à frente), conforme o próprio guia rápido da Renault; se o arranhado persistir com a embreagem nova, é sinal de que o reparo do cabo/garfo ficou incompleto. Falhas totais do câmbio em carros dentro da garantia devem ter a caixa substituída pela Renault em garantia.

Custo do reparo: $230–$500

Falha do ar-condicionado — vazamento na mangueira de fluido refrigerante e defeito prematuro do compressor

Médio

Um padrão recorrente de reclamações no Kwid brasileiro: o ar-condicionado para de gelar porque uma mangueira de fluido refrigerante, que passa baixa, perto do motor, dobra e desenvolve um microfuro, deixando o gás escapar aos poucos — o sistema ainda parece funcionar (luzes do painel acesas, ventilador rodando), mas sopra ar quente ou só levemente fresco. O vazamento na mangueira é apontado como especialmente comum nos modelos 2018, e oficinas frequentemente fazem o diagnóstico errado de simples recarga de gás, que falha de novo em poucas semanas. Há ainda um conjunto de reclamações no Reclame Aqui sobre compressores que falham muito cedo (um caso documentado com apenas 20.000 km, gelando só em rotações altas) e sobre ruído/vibração anormais quando o compressor é acionado.

Sintomas: Ar-condicionado sopra ar quente ou só levemente fresco · Ar-condicionado só gela com o motor em rotação alta · Ruído ou vibração quando o compressor é acionado · Recarga de gás para de funcionar em poucas semanas · Ar-condicionado perde capacidade de refrigeração gradualmente ao longo de meses

Solução: Mande testar o sistema contra vazamentos com contraste UV ou detector eletrônico antes de pagar por recargas repetidas — verifique o ponto crítico conhecido onde a mangueira passa por baixo/perto do motor. Substitua a mangueira com vazamento e recarregue com a quantidade correta de fluido refrigerante; se o compressor só gelar em rotação alta ou estiver barulhento, teste a pressão de saída do compressor e substitua-o se estiver desgastado. Em carros ainda dentro da garantia de fábrica de 3 anos, insista na cobertura em garantia, já que a falha prematura do compressor é bem documentada.

Custo do reparo: $150–$650

Trepidação e perda de eficiência (fade) dos freios por discos dianteiros sólidos subdimensionados (pré-facelift)

Médio

Os Kwid pré-facelift usavam discos de freio dianteiros sólidos (não ventilados) de apenas 215 mm, que superaquecem em uso intenso ou prolongado, provocando fade em descidas longas e empenamento dos discos — que o dono sente como pulsação violenta no pedal e vibração no volante ao frear, muitas vezes acompanhadas de ruído metálico mesmo com pastilhas novas. A revista especializada O Mecânico documenta que a Renault substituiu os discos sólidos por discos ventilados maiores, de 238 mm, na atualização da linha 2019/2020, justamente para melhorar a eficiência em frenagens prolongadas e reduzir o fade; as peças de disco sólido e de disco ventilado (incluindo as pastilhas) não são intercambiáveis. A trepidação dos freios segue como uma das queixas crônicas mais citadas sobre os primeiros carros nos levantamentos brasileiros de problemas relatados por proprietários.

Sintomas: Pedal de freio pulsa ou trepida nas frenagens · Volante vibra durante a frenagem · Ruído metálico de arrasto mesmo com pastilhas novas · Freios perdem eficiência (fade) em descidas longas · Cheiro de queimado vindo das rodas dianteiras após frenagens fortes

Solução: Em carros pré-facelift com pulsação no pedal, substitua (não retifique) os discos dianteiros empenados e as pastilhas, sempre em conjunto no mesmo eixo — há kits de discos ventilados de reposição para o cubo do facelift à venda no Brasil, mas a solução mais direta é instalar discos sólidos e pastilhas novos e de qualidade, na especificação original de 215 mm. Use o freio-motor em descidas longas para limitar o acúmulo de calor. Se a vibração persistir com discos novos, mande verificar o desvio (runout) do cubo e o assentamento do rolamento de roda, pois a montagem incorreta também causa trepidação.

Custo do reparo: $100–$300

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Compilado com auxílio de IA a partir de relatos de proprietários, dados da NHTSA e boletins do fabricante — pode conter erros.

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